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Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental e Infantojuvenil realiza VI Jornada Científica

O evento recebe residentes e profissionais de saúde e celebra 10 anos de trajetória Natalia Oliveira, da Fepecs O Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental e Infantojuvenil da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF) celebrou seus dez anos de existência com a realização da IV Jornada Científica, que abordou o tema “Tecendo redes, formando profissionais e promovendo a saúde mental infantojuvenil”. O evento, promovido no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) recebeu, nesta quarta-feira (21), residentes, egressos, ex-preceptores, tutores e profissionais de saúde para um dia inteiro de troca de experiências e reflexões sobre o cuidado de crianças, adolescentes e suas famílias. Durante a solenidade de abertura, a coordenação do programa e as representantes dos residentes destacaram a importância de fortalecer as políticas públicas de saúde mental infantojuvenil e formar profissionais comprometidos com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e da reforma psiquiátrica. As falas ressaltaram a necessidade de reconhecer crianças e adolescentes como sujeitos de direitos, com voz e participação nas decisões que envolvem seu cuidado. Também foi destacada a trajetória de construção coletiva do programa, com a contribuição de residentes, egressos, preceptores e tutores ao longo da década. A formação nos serviços foi apresentada como uma oportunidade de aproximar o conhecimento das necessidades dos territórios, qualificar as práticas e fortalecer a rede de atenção psicossocial. A mesa de abertura também contou com momentos de reflexão, que reconheceram a força e a resistência de toda a trajetória do programa; a coragem de questionar práticas que devem ser modificadas para potencializar o cuidado e transformar mais vidas, e, sobretudo, o papel dos profissionais de saúde em articular o programa com as políticas públicas para que o cuidado seja de fato humanizado e socialmente comprometido. Além disso, ficou evidenciado o pensamento unânime de que vínculos e diálogos devem ser continuamente tecidos. Homenagem póstuma O auditório ficou tomado de emoção quando foi citado o nome de Isabella Brito Faria, uma profissional do programa que faleceu recentemente, mas que deixou marcas sólidas de cuidado, carinho e respeito por cada paciente atendido por ela. Sua mãe recebeu flores em seu nome e agradeceu o reconhecimento ao trabalho da filha, que foi incansável defensora e trabalhadora do SUS. Um vídeo foi projetado em homenagem à Isabella e arrancou lágrimas de companheiras de trabalho e até daqueles que ficaram conhecendo sua história apenas naquele momento. Programação A programação do evento contou com quatro mesas temáticas, que abordaram assuntos como: “Cuidar, Formar, Transformar: uma década da residência em saúde mental infantojuvenil no DF”; O resgate histórico e a política de saúde mental infantojuvenil do DF”; “O Campo da Saúde Mental Infantojuvenil e os desafios atuais”, e “A vida profissional pós-residência”.  Também houve momentos para debates e apresentação de trabalhos científicos em formato de banner.

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Residência médica da SES/DF oferece 570 vagas

Inscrições começam em 1º de outubro e prova objetiva está prevista para dezembro Sanmya Meneses, da Fepecs | Edição: Natalia Oliveira Médicos interessados em ingressar em um dos programas de residência médica mais disputados do país, vinculados à Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES/DF), poderão concorrer a uma das 570 vagas oferecidas pelo processo seletivo, divulgado recentemente no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). A Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF), mantida pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), é a instituição formadora responsável pelos programas, que são custeados pela SES/DF. As inscrições poderão ser realizadas exclusivamente pelo site do Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades), banca organizadora do certame, entre os dias 1º de outubro e 18 de novembro. Os programas têm como objetivo formar médicos especialistas para futura inserção no Sistema Único de Saúde (SUS). A formação busca desenvolver conhecimentos, habilidades, atitudes e valores necessários ao exercício profissional nas diferentes especialidades. Os profissionais selecionados atuarão em hospitais, unidades de atenção primária e outros cenários de prática da SES/DF e receberão uma bolsa-residência. A taxa de inscrição é de R$ 120 e os candidatos que se enquadrem nas condições previstas pela Resolução CNRM nº 7, de 20 de outubro de 2010, poderão solicitar a isenção do pagamento, observando os procedimentos e prazos definidos no edital.   Etapas A seleção será realizada em duas fases. A primeira consiste em uma prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório. A aplicação está prevista para 12 de dezembro e o resultado da primeira fase deve ser divulgado em 7 de janeiro de 2027, conforme o cronograma previsto. A segunda fase está relacionada à escolha da Comissão de Residência Médica (Coreme), correspondente ao cenário de ensino no qual será cumprida a maior parte da carga horária das atividades do programa. Reserva de vagas O edital estabelece políticas de reserva de vagas para diferentes grupos. Estão previstos 20% para pessoas com deficiência, nos termos da legislação distrital; 20% para pessoas negras, observados os critérios e quantitativos estabelecidos; e 10% para candidatos comprovadamente hipossuficientes, também de acordo com as condições previstas na legislação e no edital. As regras de aplicação das reservas, assim como os requisitos para participação no processo seletivo, devem ser observadas pelos candidatos no momento da inscrição. Os interessados em concorrer a uma das vagas, devem se atentar às informações disponibilizadas no edital e seguir as orientações descritas.

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Instituído novo centro voltado à pesquisa, ensino e inovação em Saúde Coletiva CEPESC/DF será vinculado à ESP/DF e terá atuação em pesquisa, extensão, formação e cooperação técnico-científica

O Distrito Federal passou a contar com uma nova estrutura dedicada à produção de conhecimento e ao desenvolvimento de iniciativas na área de Saúde Coletiva. O Centro de Estudos, Pesquisas e Extensão em Saúde Coletiva do Distrito Federal (CEPESC/DF) foi instituído por meio de publicação no Diário Oficial do Distrito Federal desta sexta-feira (7). Vinculado à Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF), mantida pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), o centro terá entre suas atribuições o desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa, inovação, extensão e cooperação técnico-científica em Saúde Coletiva. A criação do CEPESC/DF está alinhada às diretrizes da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) e amplia, dentro da estrutura da ESP/DF, o espaço destinado à produção e à disseminação de conhecimento relacionado à Saúde Coletiva. O novo centro nasce com um grupo de pesquisa formado por 20 pesquisadores, a maioria com títulos de mestrado e doutorado. Registrado no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o grupo já conta com 10 linhas de pesquisa, que abrangem temas como Políticas Públicas, Gestão, Planejamento, Economia em Saúde, Agroecologia, Ambiente, Saúde Mental coletiva, a relação do Direito e Saúde, desigualdades em saúde e acesso aos serviços, além de pesquisas sobre Doenças Tropicais Negligenciadas (DTN) e Relacionadas a Saneamento Inadequado (DSAI). Com a criação do centro, atividades de ensino e pesquisa passam a integrar formalmente uma unidade técnico-científica específica dentro da ESP/DF, ao lado de ações de inovação, extensão e cooperação técnico-científica. A implantação do CEPESC/DF será gradual e dependerá de planejamento institucional, além da disponibilidade administrativa, orçamentária e estrutural.

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ESP/DF lança edital para três novas especializações

Ao todo serão ofertadas 80 vagas para a pós-graduação lato sensu A Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF), mantida pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), lançou edital para o ingresso em três cursos de pós-graduação lato sensu, nas modalidades de educação a distância (EaD) e híbrida, para o período letivo de 2026/2027. Ao todo, são oferecidas 80 vagas distribuídas entre as especializações em Doenças Raras, Autismo na Atenção Psicossocial e Enfermagem Obstétrica. As inscrições podem ser realizadas entre os dias 5 e 27 de agosto, por meio do site do Instituto ACCES, responsável pela organização do processo seletivo. Podem participar profissionais da saúde, educação e áreas afins. Nos três cursos há vagas reservadas para pessoas negras, pessoas com deficiência (PcD) e candidatos em situação de hipossuficiência, conforme previsto no edital. O curso de especialização em Enfermagem Obstétrica oferece 20 vagas e tem como objetivo qualificar enfermeiros para a atenção integral à saúde da mulher com base em evidências científicas, nas diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e nas políticas públicas vigentes. A formação é destinada a enfermeiros graduados interessados na área obstétrica e combina aulas presenciais, atividades em ambiente virtual, palestras com especialistas, treinamento em laboratório de simulação realística e prática clínica supervisionada em unidades da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Já a especialização multiprofissional em Doenças Raras,  disponibiliza 30 vagas e busca formar profissionais da saúde para atuação multiprofissional, ética e humanizada no cuidado integral às pessoas com doenças raras. Podem participar médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, gestores em saúde e outros profissionais de áreas afins. Também com 30 vagas, a especialização em Autismo na Atenção Psicossocial é voltada a profissionais das áreas de saúde, educação e áreas correlatas. O objetivo é capacitar os participantes para o cuidado de pessoas autistas em sofrimento mental e de seus familiares, com foco no modelo da atenção psicossocial. O público-alvo inclui enfermeiros, médicos, psicólogos, farmacêuticos, nutricionistas, assistentes sociais, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, profissionais de educação física e demais interessados. Prazos e orientações A previsão é que o resultado final do processo seletivo e a convocação para matrícula sejam divulgados a partir de 20 de outubro. A orientação é que os candidatos façam a leitura completa do edital antes de efetuar a inscrição. O documento reúne todas as informações sobre requisitos de participação, datas importantes, documentação exigida, etapas do processo seletivo, critérios de classificação, reserva de vagas e demais informações necessárias para concorrer às especializações. Clique aqui e confira o edital.

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ESP/DF divulga edital para formação de banco de projetos de iniciação científica, inovação, tecnologia e extensão

Programa é destinado a estudantes de graduação, com oferta de 65 bolsas e possibilidade de participação voluntária Sanmya Meneses, da Fepecs | Edição: Natalia Oliveira A Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF), mantida pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), divulgou edital de processo seletivo destinado à formação de banco de projetos para o Programa de Iniciação Científica, Inovação, Tecnologia e Extensão (PICITE), na modalidade graduação. A iniciativa tem como objetivo selecionar projetos de pesquisa, inovação, tecnologia e extensão que poderão integrar o programa pelo período de 12 meses. A oportunidade é voltada exclusivamente a estudantes de cursos de graduação, que não podem estar cursando o último ano da formação. Ao todo, serão disponibilizadas 65 bolsas. Dessas, 50 serão subsidiadas pela Fepecs, no valor mensal de R$ 715, e 15 serão concedidas pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP/DF), com valor mensal de R$ 700. O edital também prevê reserva de vagas para estudantes com deficiência (PCD), estudantes negros (pretos ou pardos) e estudantes em situação de hipossuficiência econômica. Quem pode participar A seleção dos projetos ocorre inicialmente por meio da inscrição do orientador. Para concorrer à bolsa, que tem valor mensal de R$1500, é exigido, no mínimo, o título de mestre, devendo o profissional atuar em instituição de saúde ou de educação/ensino que integre a rede conveniada da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) ou do Sistema Único de Saúde do Distrito Federal (SUS-DF). Não é obrigatório possuir vínculo empregatício com a ESP/DF. Também poderá atuar como orientador o estudante de mestrado ou doutorado de programas de pós-graduação stricto sensu da ESP/DF ou de instituições conveniadas, conforme as regras estabelecidas no edital. O orientador deve ainda apresentar a documentação comprobatória de sua qualificação e manter atualizado o currículo Lattes, conforme as exigências previstas no processo seletivo. Cada orientador poderá inscrever até dois projetos, sendo necessária uma inscrição independente para cada proposta. O que o estudante precisa saber A participação no programa exige que o estudante esteja regularmente matriculado em curso de graduação de instituição conveniada à SES-DF ou ao SUS-DF. Também é necessário ter sido aprovado em todos os componentes curriculares cursados até o momento da convocação e apresentar frequência mínima de 75% em todas as disciplinas. O estudante deverá ter disponibilidade mínima de seis horas semanais para desenvolver as atividades do projeto, sendo pelo menos uma hora destinada à orientação direta. Também não poderá ter parentesco com o orientador até o terceiro grau. No caso das bolsas da FAP/DF, há ainda a exigência de que o estudante não receba bolsa de outro programa da mesma natureza. Inscrição em duas etapas O processo será realizado em duas etapas: inscrição e convocação. A primeira fase é destinada aos orientadores, que deverão realizar a inscrição de forma on-line, no site da Fepecs, no menu “Processo Seletivo – ESP em andamento”, no período de 17 a 23 de agosto. Durante a inscrição, o orientador deverá observar todas as orientações estabelecidas no edital, além de encaminhar a documentação exigida e o projeto a ser submetido à seleção. Após a divulgação do resultado da inscrição, os orientadores aprovados deverão participar da etapa de convocação. Nessa fase, será necessário preencher formulário específico e indicar o estudante que participará do projeto. Participação voluntária A aprovação de um projeto não significa necessariamente a concessão de uma bolsa. Caso não haja disponibilidade de bolsa para determinada proposta, o projeto poderá ser desenvolvido na modalidade voluntária. Nesta condição, o estudante não receberá remuneração, mas poderá participar das atividades previstas no programa e receber certificação ao final, desde que cumpra todos os requisitos estabelecidos.

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Inaugurado primeiro Centro de Estudos nos Transtornos do Espectro Autista da região Centro-Oeste

O momento foi marcado pela emoção de servidores, pesquisadores e autoridades convidadas Natalia Oliveira, da Fepecs A manhã desta quarta-feira (1º) será lembrada como um momento histórico e emocionante com a inauguração do primeiro Centro de Estudos nos Transtornos do Espectro Autista (Cetea) da região Centro-Oeste. Vinculado à Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF) e com recursos da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), o novo espaço é um centro de pesquisas interdisciplinar e sem fins lucrativos, que conta com um corpo técnico diversificado para uma visão integral do autismo. Localizado na Estação 108 Sul do Metrô- DF, o Cetea possui papel fundamental no desenvolvimento de pesquisas científicas e clínicas e, por meio de 25 pesquisadores, realiza a sistematização de dados epidemiológicos e contribui para a formulação de políticas públicas voltadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). Também faz parte da missão do Cetea a capacitação profissional e educação em saúde, a fim de melhorar a assistência aos pacientes atendidos no Distrito Federal. “Hoje é o dia mais importante do ano para a Fepecs”, declarou a diretora-executiva da instituição, Vanessa Dalva Guimarães, durante a solenidade de inauguração. Médica cardiologista e defensora do Sistema Único de Saúde (SUS), ela foi uma das idealizadoras do Cetea por acreditar “na inclusão da sociedade por meio de atendimento humanizado e acolhedor”. A gestora definiu a criação do Cetea como “histórica” e deixou um recado: “Precisamos estudar melhor o autismo, produzir evidências científicas e pensar além da medicalização”. À frente da ESP/DF, o diretor Demétrio Gonçalves destacou que “participar deste momento é uma grande honra como gestor, pois se trata de uma emoção contagiante”. Segundo ele, “hoje não estamos inaugurando apenas um espaço físico, estamos consolidando um compromisso institucional com o conhecimento e a formação de profissionais, com a pesquisa e, sobretudo, com as pessoas que vivem no espectro autista e suas famílias”. O diretor agradeceu o empenho da equipe do Cetea e todo trabalho desenvolvido até agora. “Quero saudar todas as pessoas autistas presentes e dizer que vocês são o motivo do nosso trabalho”, disse emocionada a coordenadora do Cetea, Valdelice França. Psicóloga da Secretaria de Saúde (SES) e atuando há mais de 15 anos com crianças autistas, ela fez um breve histórico de como surgiu o Cetea e descreveu a iniciativa como “uma proposta de trabalho que une pesquisa e assistência para transformar o estudo em inclusão”. Valdelice ressaltou também que o espaço representa uma “demanda de dedicação, pesquisa de ponta e, acima de tudo, sensibilidade”. Representando o secretário de Saúde, a coordenadora de Inovação e Gestão do Conhecimento da SES, Mabele Roque, elogiou a ornamentação do evento e “o cuidado nos mínimos detalhes” e ressaltou que a criação do Cetea “simboliza a capacitação dos nossos profissionais para o manejo adequado do TEA e a possibilidade de novas evidências para fazer saúde pública”. Relatos Emocionantes Presente à mesa solene, Cibele Lopes se emocionou ao relatar a própria história. “Sou mãe de três filhos autistas e tudo mudou após a chegada deles” disse, com a voz embargada. Ela contou as dificuldades que enfrenta ao “precisar ser forte o tempo inteiro” e destacou que “quando falamos de autismo, não estamos falando apenas de diagnóstico, mas de mudança e reformulação da família”. Para ela, a criação de um espaço como o Cetea significa “conhecimento, ciência, pesquisa séria. E isso importa muito para nós, famílias atípicas, pois, no autismo, o tempo, a capacitação profissional e as pesquisas importam”. “O propósito principal do Cetea é tornar tudo mais claro, e que a inclusão não seja necessária, porque não terá nada de fora para ser incluído”, disse Fernando Pucci, que é autista, professor e faz parte da equipe do Cetea. Com conhecimento de causa, Fernando ressaltou que “pela força de vontade de todos aqui, surgirão coisas maravilhosas para todos nós”. Finalizando o evento, Marco Antônio Toccolini, representante da senadora Damares Alves, se descreveu como “avô atípico” ao receber, recentemente, o diagnóstico de autismo do neto. “Estou muito emocionado, porque agora é uma luta mais pessoal do que nunca, por inclusão, melhores condições, evidências científicas, avanço nas pesquisas e tecnológicos para os estudos sobre o TEA”. Especialista em educação especial desde 1994, ele diz que “Brasília é referência nesse tema e a criação do Cetea é um momento realmente histórico”.

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Residentes da ESP/DF participam de Fórum Nacional de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes

O evento acontece nos dias 29 e 30 de junho, em Brasília Natalia Oliveira, da Fepecs A Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF), terá participação especial no Fórum Nacional de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes, evento promovido pelo Ministério da Saúde (MS), entre os dias 29 e 30 de junho, no hotel Royal Tulip, em Brasília. Com o tema “O protagonismo de crianças e adolescentes na construção da Política Nacional de Saúde Mental”, o encontro vai reunir atores governamentais e não governamentais, além de gestores públicos, movimentos sociais e profissionais de saúde envolvidos com a temática proposta. Representes da ESP/DF vão acompanhar os residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental Infantojuvenil (PRMSMIJ), que atuarão como mediadores na Comissão de Acolhimento do evento, além de crianças e adolescentes e seus responsáveis, que são usuários de serviços do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi)- locais que servem como cenários de aprendizagem do Programa. Para a psicóloga e coordenadora do PRMSMIJ, Bethania Serrão, “essa participação, representa uma oportunidade singular de integrar os processos de formação às discussões estratégicas que orientam as políticas públicas nacionais”. Com o objetivo de fomentar o diálogo com todos os setores envolvidos, estimular a construção de recomendações e diretrizes sobre os diferentes desafios presentes no campo e fornecer subsídios técnicos e políticos para o trabalho intersetorial e o cuidado integral desse público, o Fórum também representa um espaço de promoção da participação social como elemento central na construção das políticas públicas. Segundo Bethania, “esse convite do Ministério da Saúde significa um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo nosso Programa na formação de profissionais especializados para o campo da saúde mental infantojuvenil, evidenciando a contribuição da residência para o fortalecimento do SUS”. Formulação de Políticas As políticas públicas ganham força quando são construídas a partir da escuta dos diferentes atores que vivenciam cotidianamente o cuidado, por isso, participar de eventos como esse é também participar ativamente da mudança, do avanço e da evolução dessas políticas. “Como coordenadora da residência, acredito que nossa participação é o reconhecimento da trajetória que temos construído na formação de profissionais comprometidos com a saúde mental infantojuvenil e com a defesa de uma atenção psicossocial qualificada”, afirma Bethania. A presença de residentes e representantes da ESP/DF em um evento nacional indica que as experiências vivenciadas no âmbito do Distrito Federal são assertivas, eficientes e apresentam grandes resultados, além de reafirmar que ensino, assistência e gestão caminham juntos na consolidação de um Sistema Único de Saúde (SUS) cada vez mais forte e mais sensível às necessidades de crianças e adolescentes. Além de destacar a importância da teoria, das evidências científicas e de estudos baseados nessas evidências, Bethania lembra que “não basta preparar especialistas tecnicamente qualificados, é preciso formar profissionais capazes de atuar de maneira crítica, interprofissional e comprometida com os direitos de crianças e adolescentes”. O evento do Ministério da Saúde destaca que “a presença da residência neste Fórum reafirma um princípio fundamental do SUS: formar profissionais e construir políticas públicas são processos inseparáveis”, finaliza a coordenadora. Programação O evento do Ministério da Saúde espera receber cerca de 150 participantes, durante os dois dias de programação, incluindo coffe break e almoço, além da oportunidade única de fortalecer a rede de contatos e levar na bagagem muito conhecimento, aprendizado e a sensação indescritível de dever cumprido.

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ESP/DF participa do 17º Congresso Internacional da Rede Unida

Sanmya Meneses, da Fepecs | Edição: Natalia Oliveira O congresso acontece em São Luís (MA) e segue até o dia 26 de junho A Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF) participa, até o dia 26 de junho, do 17º Congresso Internacional da Rede Unida, realizado na cidade de São Luís, no Maranhão. Com o tema “Sabedoria e soberania com alegria”, o evento reúne pesquisadores, gestores, trabalhadores, estudantes, movimentos sociais e instituições de ensino de todo o Brasil e de diversos países para debater os desafios contemporâneos da formação em saúde, da gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), da participação social e da produção do cuidado. A gerente de ensino técnico, Juliana Larissa Machado, e o coordenador do curso técnico em enfermagem, Fabiano dos Anjos Pereira Martins, representam a Escola e participam de atividades científicas, rodas de conversa, mesas de debate e encontros institucionais voltados ao fortalecimento das redes colaborativas e à qualificação da formação profissional em saúde. A participação da ESP/DF conta também com o trabalho “Formação Técnica em Enfermagem no SUS-DF: inovação pedagógica por competências e integração ensino-serviço”, que foi selecionado para apresentação na modalidade de comunicação oral. O coordenador explica que o estudo apresenta a experiência de construção e consolidação do projeto pedagógico do curso técnico em enfermagem da instituição, destacando estratégias de formação por competências, integração ensino-serviço, avaliação por evidências e fortalecimento dos cenários de prática no SUS. “A iniciativa evidencia o compromisso da Escola com metodologias inovadoras de ensino e com a formação de profissionais alinhados às necessidades do sistema público de saúde”, afirma. Ele destaca, ainda, que a participação no Congresso Internacional da Rede Unida reforça o compromisso institucional com a inovação pedagógica, a qualificação da formação dos trabalhadores da saúde e a defesa do SUS. Encontros Além da participação nas discussões e atividades do congresso, a equipe participou de um encontro com o secretário da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde (SGTES/ MS), Felipe Proenço de Oliveira, reconhecido nacionalmente por sua contribuição à formulação de políticas públicas. Também se reuniram com a conselheira nacional de saúde e representante da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn), Francisca Valda da Silva, e com Fernanda Lou Sans Magano, presidente do Conselho Nacional de Saúde, liderança reconhecida pela defesa da democracia participativa e pelo fortalecimento das instâncias de controle social na formulação das políticas públicas de saúde.

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I Simpósio do Ensino Técnico da ESP/DF debate sobre os desafios da formação técnica para o SUS

Evento segue até esta quinta-feira (18) Sanmya Meneses, da Fepecs | Edição: Natalia Oliveira A Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF) iniciou, nesta quarta-feira (17), o I Simpósio do Ensino Técnico, evento científico e institucional voltado à integração, à inovação e à valorização da formação técnica em saúde. A programação segue até esta quinta-feira (18), no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), reunindo estudantes, profissionais da saúde, servidores do Governo do Distrito Federal (GDF) e a comunidade em geral. A abertura do Simpósio contou com uma fala da coordenadora de cursos de Pós-Graduação Lato Sensu e Extensão da ESP/DF (CPLE), Vanessa Dalva Guimarães, que representou a direção da Fepecs e destacou a realização do evento e a importância da criação da Lei da Preceptoria e do Programa de Ensino Técnico Associado às Residências em Saúde (Protec) no contexto da formação técnica. “Em 2019, nós aprovamos uma lei da preceptoria para que ela fosse ofertada para a residência, graduação e para o ensino técnico. Nós ficamos com essa lei aprovada sem regulamentação por muito tempo, até que recentemente pudemos implementar o Protec. Essa experiência que vocês estão vivenciando é nova, mas permite a vocês ter uma visão do mundo do trabalho ao ir aos cenários e aprender com quem faz acontecer”, destacou Vanessa. Durante o evento, os participantes receberam cartões com palavras que simbolizavam a integração entre o ensino técnico e o Sistema Único de Saúde (SUS). Em uma dinâmica de acolhimento e integração, eles foram convidados a se levantar e ouvir reflexões sobre os conceitos apresentados, reforçando a importância desses conceitos para a formação dos profissionais de saúde. Na sequência, foi realizada a conferência magna “Os desafios contemporâneos da formação técnica e sua contribuição para o fortalecimento do SUS”, ministrada pelo professor Nilceu Oliveira. A palestra trouxe reflexões sobre o papel estratégico da educação profissional na qualificação dos serviços de saúde e no fortalecimento do SUS. A programação do primeiro dia continuou com a Arena de Ideias, que debateu o tema “O futuro da formação técnica para o SUS”, promovendo o diálogo entre especialistas, gestores, docentes e estudantes sobre perspectivas, desafios e oportunidades para o ensino técnico em saúde. Encerrando as atividades do primeiro dia, os participantes acompanharam a palestra “Habilidades atitudinais para o trabalho em saúde”, proferida pela médica de família e comunidade, Juliana Soares, que abordou competências comportamentais essenciais para a atuação dos profissionais no cuidado e na assistência à população. Segundo dia No segundo e último dia do simpósio, nesta quinta-feira(18), as atividades serão distribuídas em cinco eixos temáticos: Eixo Transversal, Eixo de Análises Clínicas, Eixo de Enfermagem, Eixo de Radiologia e Eixo de Saúde Bucal, com apresentações, debates e compartilhamento de experiências voltadas ao aprimoramento da formação técnica em saúde.

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ESP/DF realiza I Simpósio do Ensino Técnico

Sanmya Meneses, da Fepecs| Edição: Natalia Oliveira Evento reúne estudantes, profissionais e gestores nos dias 17 e 18 de junho A Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF) promove, nos dias 17 e 18 de junho, o I Simpósio do Ensino Técnico, evento científico e institucional voltado à integração, à inovação e à valorização da formação técnica em saúde. Realizado no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), o simpósio é aberto à comunidade e conta também com a participação de estudantes, profissionais de saúde e servidores do GDF. A gerente de ensino técnico da ESP/DF, Juliana Larissa Machado, destaca a importância do primeiro simpósio de ensino técnico, reforçando que o evento fortalece a identidade do ensino técnico como uma estratégia para o SUS. “Os estudantes do ensino técnico possuem um papel fundamental na rede de atenção, e a formação merece esse espaço de debate, de produção científica e de inovação”, afirma. Ela lembra, ainda, que o simpósio é uma oportunidade para dar visibilidade ao Protec, programa de ensino técnico associado aos programas de residência, possibilitando que os profissionais compreendam a proposta pedagógica, os diferenciais e os resultados da iniciativa. Outro ponto importante destacado pela gerente é a aproximação entre ensino e serviço. “Um dos grandes desafios na formação em saúde é reduzir a distância entre o que se ensina e o que acontece nos serviços. O simpósio reúne docentes, instrutores, preceptores, gestores, estudantes e representantes dos conselhos profissionais, com o objetivo de promover esse espaço de debate qualificado”, destaca a gerente. As inscrições já estão abertas e são gratuitas. Para se inscrever e conferir a programação, basta clicar no link a seguir: https://www.even3.com.br/i-simposio-do-ensino-tecnico-da-espdf-746125/

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